O
Tálamo manda as ordens voluntárias para o corpo, como andar,
parar, se movimentar, etc. Se este recebe uma ordem errada do Sistema
Límbico, então cometemos um “ato falho” que
é um erro causado por uma distração, como procurar
os óculos sendo que eles estão no rosto.
O Hipotálamo é responsável pelas ordens involuntárias,
aquelas que não dependem da gente. Como o batimento cardíaco,
o abrir e fechar das válvulas, produção de enzimas,
hormônios, etc.
Uma ordem errada para este último
pode significar uma tragédia, ou seja, uma doença.
E para este tipo de problema o nome dado é psicossomatização.
Quando um médico diz ao seu paciente que fisicamente ele não
tem nada, é psicológico, está dizendo que o problema
é psicossomático.
Por isso que uma mente equilibrada reflete um corpo saudável.
Quando guardamos sentimentos ruins, “pondo uma pedra em cima”,
“segura na mão de Deus”, fazemos “vista grossa”,
enfim “engolimos sapos” estamos investindo na fábrica
de doenças que todo nós temos.
No momento que o problema
é recente, ficamos emocionados, deprimidos ou incomodados até
que em algum momento a sensação
passa. No lugar, não aparece um alívio mas um vazio.
O fato é que nesse ponto o problema deixou de ser sério
para ser grave, pois perdemos o domínio, a consciência do
conflito que vai se resolver sozinho, inconscientemente no Sistema Límbico.
Assim nascem os traumas, complexos e neuroses, respectivamente.O trauma
pode ser visto como se o conflito estivesse na “FEBEM”. Um
menor abandonado que em companhia de outros infratores tem muito mais
para piorar do que se recuperar.
Neste caso, a FEBEM representa a Sombra, uma parte do inconsciente pessoal
onde nossos traumas se alojam.
Como acumulamos vários, eles tendem
a se acomodar mutuamente.
O complexo pode ser comparado ao jovem de 18 anos que saiu da citada instituição,
mas continuou preso indo direto para a cadeia.
É o momento em que
o trauma ganha força e passa a ter domínio e estímulo
próprio.
Exemplo é o complexo de inferioridade, que faz com que alguém
veja como arrogante todos aqueles que estão acima. Ou de culpa,
que leva o portador a pedir desculpas o tempo todo, até por ter
nascido.
E assim sucessivamente.
Já a neurose é o momento em que o trauma atinge sua fase
madura e ganha comando próprio, como um
ser independente que habita a mente de alguém.
O crescimento deste
pode levar à esquizofrenia. Quando a neurose se manifesta, temos
então a histeria.
Socialmente, tem-se a histeria como uma simples mudança de comportamento
tornando alguém, espontâneo, nervoso, enfim “atacado”.
Puro engano. A histeria pode manifestar-se como qualquer doença.
Principalmente manchas de pele, paralizia, bronquite, disfunções
cardíacas, enxaquecas, perda de audição, fala e até
cegueira. Entre outras.
Portanto, não se deve subjugar os sentimentos, mas enfrentá-los
com toda a coragem que nós tivermos. Tanto para os maus como também
para os bons, pois é com eles que exercitamos a aceitação
deles.
Dizer que devemos responder tudo com os sentimentos também é
errado pois a saúde mental não é constituída
apenas por este elemento, mas também da percepção
do pensamento e da ação.
Aí encontramos a formação do consciente da pessoa.
Um equilíbrio entre esses quatro:
Percepção, sentimento, pensamento e ação.
O equilíbrio entre eles gera saúde. A falta ou o desequilíbrio
leva ao caos.
M.F.G. |