A
criança antes da puberdade.
No
período que antecede o dia das crianças o
psicólogo clínico especializado em Antropologia
Mauro Godoy, desenvolveu uma pesquisa sobre o que acontece
com as crianças antes da puberdade. Segundo ele,
comenta-se muito sobre as fases: oral, anal, fálica
e Édipo, até os sete anos, mas pouca gente
fala sobre o que acontece entre os oito e doze anos, época
que antecede a adolescência.
Revela o psicólogo que entre 0 e dois anos a criança vive
o prazer pela boca, a chamada fase oral, definindo conceitos de bom e
mau, aprendendo a se comunicar e seduzir. Depois, entre os 3 e 4 anos,
entra na fase anal, onde percebe que a comida ingerida sai por algum
lugar, desenvolvendo o controle das vontades e o senso de higiene. Por
fim, entre 5 e 6 anos, a descoberta dos orifícios se encerra com
a fase fálica, onde a criança enfrenta as diferenças
entre o masculino e o feminino, as discriminações, aprendendo
a definir o que é bem e mal e o que é competir. Lembrando
que entre 3 e 7 anos, a criança vive o seu primeiro amor na fase
do Édipo.
Ao completar 8 anos, existe o desenvolvimento da psicomotricidade, ou
seja, a coordenação entre o pensamento, as vontades e os
movimentos, uma integração entre o corpo e a mente, onde
o autodomínio passa a ser possível. Isto leva a criança
a preferir guardar as emoções mais profundas e lidar apenas
com coisas simples e fáceis de serem compreendidas. Esta é a
fase de latência, que pode ir dos 7 aos 13 anos, dependendo da
pessoa, e constitui uma época onde a inteligência e a frieza
emocional predominam, quando as emoções, sufocadas ou esquecidas,
somente aparecem nos momentos de explosão ou descontrole.
Acrescenta Mauro Godoy que entre 0 e 5 anos, a criança desenvolve
o seu mundo interior, por isso dificilmente aceita regras ou sugestões
vindas de fora.
Depois, dos 6 aos 10, vive completamente o mundo externo, tornando-se
contemplativa e materialista. Dos 11 aos 13 anos surge um meio termo
entre esses dois mund
os,
uma espécie de intercâmbio entre os próprios
conceitos e as opiniões dos outros, chamada relação
interpessoal ou saúde mental, onde as próprias
opiniões são desenvolvidas, junto com a forma
de se expressar e a presença de espírito.
Encerra o psicólogo dizendo que a adolescência é o
momento em que as emoções contidas do período anterior
vêm a tona, como uma explosão, transformando subitamente
uma criança racionalista em um jovem intensamente emotivo.
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