A
Psicologia explica o Bullying
Falar de um bando de opressores atacando
covardemente uma pessoa indefesa, pode parecer cena de um
filme de gladiadores, porém hoje, em pleno 2007, ainda
existe o bulling, palavra inglesa para nomear a humilhação
em massa, tem sido praticado principalmente nas escolas.
Em um levantamento realizado pela ABRAPIA, em 2002, no Rio de Janeiro,
entre 5.875 estudantes de quinta a oitava séries, mais de 40%
desses alunos tiveram experiência em atos de bullying, somente
naquele ano. Outra pesquisa realizada na Grã Bretanha, mostra
que 37% das crianças consultadas admitiam passar por essa experiência,
pelo menos, uma vez por semana.
Este problema social pode ser esclarecido pela teoria da fase fálica
de Sigmund Freud.
Nesta teoria, as crianças entre 4 e 6 anos descobrem as diferenças
sexuais e desenvolvem o senso de competição, conhecendo
sensações que podem ir da castração, no caso
da menina, complexo de inferioridade, no caso dos menores, ou até a
megalomania, caso dos meninos maiores.
Durante esta fase é natural haver o bullying, porém a fragilidade
física das crianças dessas idades sempre foi suficiente
para evitar qualquer conseqüência grave. Com isso, as crianças
aprendem naturalmente a competir, conviver com quem está acima
ou abaixo em relação à força e competência.
Após os 7 anos, as crianças entram na fase de latência,
tornando-se mais contemplativa, rendendo-se aos estímulos externos,
passando a dar menor importância às descobertas físicas
por algum tempo.
Outra teoria cabível para entender o bullying, é um processo
emocional chamado de regressão, quando de forma inconsciente nos
comportamos como crianças ou até bebês.
Um estímulo frequente para a regressão ocorre quando nos
vemos em grupo, compartilhando sensações de força
e euforia, como em um estádio de futebol, ou show de música,
por exemplo. Assim, qualquer aglomeração pode tornar seus
membros infantis e inconseqüentes.
Associando este fenômeno a uma velha teoria usada em terapia de
grupo, onde a falta de igualdade pode levar a dois pólos: Um chamado
de “elemento estrela”, caso do melhor componente do grupo
e outro de “eminência parda”, considerado o mais fraco, às
vezes a vergonha da equipe, quase que merecedor do bullying, quando um
grupo sem liderança, em estado de regressão, pode agir
como crianças fazendo uma brincadeira de mau gosto.
Pode-se aprender com as próprias crianças, com idades entre
4 e 6 anos, a provável solução natural deste fenômeno.
O fato de existir alguém acima, mais forte, capaz, ou seja, uma
autoridade, leva as crianças a aprenderem a respeitar e desenvolver
controle sobre si mesmas.
Enfim, o bullying pode ser o resultado da falta de liderança em
qualquer grupo onde existam eminências pardas e pessoas emocionalmente
infantis.
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