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A Astrologia na História
Quando os primeiros Homo sapiens perceberam que as estações do ano se repetiam, que ao cortar uma árvore enquanto a Lua estava cheia perdia-se a madeira, pois esta apodrecia de tão leitosa, pode ter nascido a Astrologia.
As coincidências entre o que acontece no céu e o comportamento das pessoas, ou mesmo fatos de nossas vidas, sempre foram especuladas em todos os povos da nossa História. Por isso, não se pode dizer ao certo quem inventou a Astrologia.
Sabe-se que os antigos chineses, há mais de 5000 anos a.C., já possuíam uma divisão dos ciclos anuais e a utilizavam na lavoura.
Este conhecimento chegou ao Vale do Hindu, hoje Varanasi, norte da Índia, e foi registrado nos Vedas, quatro textos escritos em 1500 a.C., que foram integrados e transformados em seis disciplinas denominadas Vedanta. Uma delas é a Jyotish, “a ciência dos corpos estelares”.
A Astrologia Védica profundamente evoluiu, transformando-se em um indicador de fatos e características entre os seres humanos, fundadas em repetições estatísticas.
Em 327 a.C., Alexandre, o Grande, ao tentar invadir a Índia ficou impressionado com o conhecimento oriental. Entre os quais o número zero, existente no sânscrito, mas ignorado pelos europeus que usavam os algarismos romanos, que não possui o zero.
Com isso, a idéia de tudo e nada absolutos passaria a ser estudada, além do conceito de certo e errado.
Este intercâmbio cultural fatalmente abrangeu a Astrologia, absorvida pelos Caldeus, povo de origem árabe que habitava o sul da antiga Mesopotâmia.
Assim a Astrologia chegou ao ocidente, mas a partir de 1400 d.C., foi proibida, destruída e transformada em bruxaria pela igreja católica.
Esta interrupção não ocorreu na Índia, onde a Astrologia continuou se desenvolvendo e acumulando dados estatísticos.
Hoje a Astrologia Védica pode ser considerada a forma mais autêntica e experiente de se entender um mapa astrológico.
Foram estes motivos que levaram Mauro Godoy à Índia em 1988, para resgatar os antigos métodos Védicos e estudá-los desde então.
Hoje esses conhecimentos foram transformados em um poderoso prognóstico, capaz de apontar os principais fatos da vida de uma pessoa.
O fundamento está na angulação existente no céu no momento em que uma criança nasce. Com uma amostra estatística de milhares de anos, tem-se uma série de possibilidades de ações e oportunidades que raramente deixam de acontecer. SAIBA MAIS |
A MITOLOGIA DOS SIGNOS

Conheça a origem dos nomes das constelações e as suas supostas influências.
Observadas há mais de oito mil anos por todas as civilizações, constituíram signos, significâncias e significados para o comportamento humano.
Áries
Prometeu, o deus do fogo, era um titã, filho de Urano. Foi o criador da raça humana, pois fez um homem de barro e deu-lhe uma alma feita de fogo celeste, que roubou aos deuses. Foi severamente torturado por Júpiter, que mandou amarrá-lo a um rochedo do Cáucaso e ordenou a uma águia que lhe comesse o fígado, que assim que era devorado tornara a nascer. Hércules finalmente libertou Prometeu que, segundo alguns mitólogos, casou-se com Tétis, uma formosa oceânide, que lhe deu um filho, Decaulião.
Júpiter, zangado porque os homens estavam degenerados, resolveu afogar a raça humana. Sabendo disso, Decaulião construiu um pequeno barco e nele se refugiou com Pirra, sua mulher. Júpiter fez as chuvas desabarem torrencialmente, tudo alagando, só deixando a descoberto uma pequena montanha na Fócida, onde o barco de Decaulião aproou. Quando as águas desceram, desolados por verem a terrra deserta, Decaulião e Pirra foram ao templo da deusa Têmis consultar o oráculo que lhes disse: - Sai do templo, velai o rosto e atirai para trás os ossos da vossa avó. – Depois de muito meditar, Decaulião compreendeu que a terra era a mãe comum e as pedras eram seus ossos. Assim, ele e Pirra apanharam muitas pedras e as atirararm para trás; as suas se transformaram em homens e as de Pirra em mulheres, repovoando-se, outra vez, a terra.
Decaulião teve um filho, Éolo, que foi rei do Tirro e se casou com Amfitéa, outra divindade marítima. Dessa união nasceu Atamas, que se tornou rei de Tebas, casando-se com a Ninfa Néfele, que lhe deu dois filhos: Erixo e Hele. Mais tarde, Atamas separou-se de Néfele, que se refugiou no bosque sagrado de Baco e casou-se com Io, formosa filha de Hermione, uma das Atlântidas e filha de Marte e Vênus. Io, depois do casamento, sentiu criminoso amor pelo atraente Frixo, que a repeliu. Enraivecida, como Tebas estivesse sendo assolada por terrível seca, Io disse a Atamas que aquele mal só cessaria se Frixo e Hele fossem sacrificados por Júpiter.
Sabendo do perigo, Frixo tentou fugir com sua irmã, mas ambos foram aprisionados. Já iam sendo conduzidos para o sacrifício quando Néfele, que viera em socorro dos filhos, transformou-se em nevoeiro, envolvendo-os; libertou-os e deu-lhes um carneiro cujo pelo era de ouro refulgente, a fim de que o montassem e fugissesm da Europa para a Ásia.
Frixo e Hele obedeceram, mas quando o carneiro voava sobre o mar, atravessando o estreito que separava a Trácia da Tróade, Hele caiu ao mar, afogando-se. Frixo tentou salvá-la, mas não conseguiu. Exausto, montou novamente o carneiro e se dirigiu à Cólquida, província da Ásia, junto ao Mar Negro. Depois de ter sido acolhido por Eetes, filho do Sol, Frixo sacrificou o carneiro a Júpiter. O animal foi esfolado e seu precioso pelo, ou velo de ouro, foi depositado em uma árvore, num campo consagrado a Marte. Touros com pés de bronze, que vomitavam chamas pelas narinas, e um monstruoso gragão, ficaram a guardá-lo, noite e dia.
Eetes, porém, apossou-se do velo de ouro e matou frixo. Revoltados, os princípios da Grécia se reuniram, resolvidos a vingar Frixo e recuperar o precioso velo. Foi constuído um navio que recebeu o nome de Argos, e nele embarcaram os vingadores, chefiados por Jasão, que era primo de Frixo.
Os argonautas, como foram chamados os guerreiros, eram cinquenta e dois e entre eles estavam Orfeu e sua lira, o destemido centauro Êurito, Hércules, filho de Júpiter, Eumedonte, filho de Baco, Anceu, Ergino, Efeu e Náuplio, filhos de Netuno, Filâmon, filho de Apolo e Aetálides e Equíon, filhos de Mercúrio.
A viagem foi cheia de tropeços; recifes traiçoeiros, que voavam sobre as águas, tentaram despedaçar o Argos, mas Netuno fixou os recifes e salvou os argonautas; Tétis e suas três mil filhas, chamadas Oceânides, ajudaram o navio a passar entre Cila e Caribde, os dois fatais abismos marinhos no Adriático; as sereias quiseram aprisionar os guerreiros, mas Orfeu, com sua lira divinal, conseguiu acalmá-las.
Chegaram finalmente a Aea, capital da Cólquida. Juno e Minerva, que protegiam Jasão, fizeram com que Medéia, filha do rei Eetes, se apaixonasse por Jasão e o ajudasse a reconquistar o velo de ouro que seu pai roubara. Para entregar a preciosa presa, Eetes exigiu que Jasão subjugasse dois dos touros com pés de bronze, atrelasse esses animais a uma charrua feita de diamantes e arasse o campo consagrado a Marte; em seguida, deveria Jasão plantar ali dentes de dragão, dos quais nasceriam soldados armados, que ele teria de combater e matar e, finalmente, exterminar o dragão que guardava o velocino de ouro.
Jasão concordou e, com o auxílio de Medéia, executou todas as tarefas. O falso Eetes ainda tentou impedi-lo de levar o precioso velocino, mas Jasão conseguiu escapar, levando o tosão de ouro e também Medéia. Com seus cinquenta e dois companheiros, Jasão retornou finalmente à Tessália, onde o navio Argos foi consagrado a Netuno. Argos, juntamente com o carneiro de ouro, foi imortalizado pelos deuses e estão ambos no céu, em duas constelações; Áries, a primeira constelação do zodíaco e Argos, hoje dividida em quatro partes.
A constelação de Áries reflete sobre a consequência do que foi compreendido, ou seja, a idéia. O poder de iniciativa que se tem quando superados os obstáculos ou quando nos vemos na “nossa vez”. Coragem, força e fúria, combinados em função do si mesmo. A definição da própria identidade.

Entre os traços negativos estão o egoísmo, o maniqueísmo (tudo ou nada), o desrespeito ao próximo, o despotismo, a ganância, a brutalidade, a precipitação e o individualismo.
Nos positivos, a liderança, a criatividade, a coragem, a justiça, a energia e o vigor, o lado empreendedor, a autoconfiança, a integridade, a estrutura moral, o pioneirismo e o amor à liberdade.
Sua natureza é a ação. |
Touro
Segundo a Mitologia, o animal que simboliza Touro é o touro em que Júpiter se transformou para raptar Europa; outras lendas dizem que esse animal não é um touro, é uma vaca branca em que Júpiter transformou a formosa ninfa Io, filha do estranho rio Ínaco, que só tinha água no período das chuvas.
A história de Júpiter está cheia de fascinantes lendas amorosas. Apaixonou-se por Taígeta, filha de Atlas e Pleione, que está imortalizada com suas irmãs no pequeno grupo de estrelas chamado Plêiades, localizado na constelação de Touro. Amou Alcmene e dessa união nasceu Hércules. Pequenino ainda, Hércules foi abandonado por sua mãe. Juno, legítima esposa de Júpiter, encontrou-o e, vendo-o com fome, apiedou-se e deu-lhe o seio para que se alimentasse. O lendário herói sugou com tanta força que o leite espirrou com abundância, formando o caminho de estrelas chamado Via Láctea, que os antigos supunham ser a estrada que conduzia ao palácio de Júpiter.
Júpiter também foi o pai das Náiades, ninfas dos rios, regatos e fontes. Amou Têmis, filha do Céu e da Terra, que lhe deu três filhas, a Equidade, a Lei e a Paz, ou Eunômia, Dicéia e Irene, também chamadas Horas. Têmis também lhe deu mais três filhas, não belas como as Horas, mas feias, velhas e tristes, as Parcas, chamadas Cloto, Láquesis e Átropos; elas dirigiam a harmonia do mundo, o movimento dos corpos celestes e o destino dos homens, que era sempre escrito em placas de ferro ou bronze, onde nada podia ser apagado ou modificado. De seu amor por Mnemósine, ou Memória, nasceram as Musas, que se encarregavam de alegrar os banquetes dos deuses; elas eram Clio, a glória, Euterpe, a música, Talia, a comédia, Melpômene, a tragédia, Terpsícore, a dança, Érato, a poesia, Polímnia, a retórica, Urânia, a astronomia, e Calíope, a poesia heróica e a eloquência.
De sua esposa legítima, Juno, nasceram as três Graças, Eufrosina, Talia e Aglaia, que eram as companheiras favoritas de Vênus. Juno também lhe deu mais dois filhos importantes: Marte, o deus da guerra, e Vulcano, o deus dos abismos, que gostava de forjar com o fogo sagrado os raios que Júpiter atirava sobre os mortais, durante as tempestades, que simbolizavam sua cólera. Amou Sêmele, formosa princesa tibetana e dessa união nasceu Baco, o deus do vinho e das alegres orgias. De sua paixão por Latona nasceu um notável casal de gêmeos: Apolo, o Sol, e Diana, a Lua, e de seu amor por Maia, uma das Plêiades, nasceu o mais irriquieto e hábil dos deuses, Mercúrio, que era seu favorito.
Assim, o deus dos deuses, tão humano em suas aventuras amorosas, teve inúmeros filhos e filhas, quase todos imortalizados, com seus lugares entre deuses e estrelas. A história, porém, do seu amor por Europa é uma das mais interessantes. Netuno, seu irmão, apaixonou-se por uma oceânide, chamada Líbia, que lhe deu um filho, Agenor. Apesar de sua natureza divina, Agenor casou com uma mortal, Agríope, que teve quatro crianças: Europa, Cadmo, Fênix e Félix. Europa cresceu dotada de formosura incomparável e sua pele era tão alva e acetinada que se assemelhava à Juno, a suprema deusa. Certa tarde, estando Europa com suas companheiras junto ao mar, foi vista por Júpiter. Imediatamente apaixonado, Júpiter transformou-se num alvo e belo touro, aproximou-se de Europa e deixou-se docilmente acariciar por ela, que se encantou com sua beleza e passividade. Em seguida, como Europa tivesse adornado seu pescoço com uma grinalda de flores e montado em seu dorso, o touro-Júpiter precipitou-se ao mar e alcançou, a nado, a ilha de Creta. As margens do rio Lates estão sempre recobertas por plátanos verdes porque foi ali que Júpiter amou Europa e a tornou mãe de três filhos, Minos, Radamento e Sarpedão, sendo que os dois primeiros são juízes dos Infernos, dando assistência direta ao terrível Plutão. Depois da morte de Europa, Júpiter imortalizou sua memória, colocando o touro branco no céu, na constelação de Touro.
A história de seu amor pela ninfa Io é igualmente encantadora. Certo dia, vendo Io banhar-se nas águas de seu pai, o rio Ínaco, Júpiter se encantou com sua beleza. Com receio do ciúme de Juno, cobriu a ninfa com uma nuvem e transformou-a numa vaca de divina brancura. Juno, que apesar de deusa, era bastante mulher em sua sagacidade, suspeitou de algo e pediu a Júpiter que lhe desse de presente o formoso animal. O deus supremo não ousou negar o pedido, com receio de aumentar as suspeitas de sua esposa. Juno, então, levou o animal para os seus jardins, entregando-o à guarda de seu fiel partor, Argos, que tinha cem olhos dotados de estranho poder, pois enquanto cinquenta dormiam, outros cinquenta ficavam acordados, vigiando. Mercúrio, com sua flauta mágica, adormeceu Argos, matou-o e devolveu Io a Júpiter. Juno encolarizou-se, mas nada pôde fazer. Com pena de Argos, colocou seus cem olhos na cauda iridescente dos pavões. Io morreu depois de ter um filho, Épafo, e Júpiter, amargurado, imortalizou-a na constelação de Touro.
Também regida por Vênus, esta constelação representa o amor incondicional e o prazer. Simboliza a mesma sensação que temos quando adquirimos algo que foi muito desejado.
O amor em harmonia quando fluente se transforma em arte e o Touro é um artista nato, uma mistura de beleza, requinte e bom gosto.
Em sua parte negativa estão a tagarelice, a procrastinação, a teimosia, o materialismo, a futilidade, a chatice, a vaidade, a ganância e a estagnação, por sempre ameaçar e nunca agir.
Na parte positiva o amor em pessoa, a força, física e mental, o bom caráter, a praticidade, a paciência, a eloquência, o bom gosto, a solidez, a determinação, a força de vontade, a bondade e a fidedignidade.
Touro é o símbolo da força.
Sua natureza é a percepção. |
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Gêmeos
O incurável amoroso que foi Júpiter, o poderoso pai dos deuses, cuja esposa Juno sofreu mil infidelidades, apaixonou-se, certa vez, pela formosa Leda, filha de Téstio, rei da Etólia e esposa de Tíndaro, rei de Esparta. Para poder se aproximar de Leda e seduzi-la, Júpiter se transformou num majestoso cisne branco e desse amor resultaram dois ovos; de um deles nasceram Pólux e Helena, considerados imortais por serem filhos de Júpiter; do outro vieram à luz Castor e Clitemnestra, ambos mortais, pois foram tidos como filhos de Tíndaro, o legítimo esposo de leda.
Desde a mais tenra idade, Castor e Pólux viveram unidos por profunda amizade e, embora Castor fosse mortal, ambos eram chamados Dióscuos, isto é, filhos de deus. Na fabulosa lenda do tosão de ouro, onde se narra a história correspondente à constelação de Áries, os dois irmão embarcaram com Perseu, no navio Argos. Nas inúmeras e perigosas aventuras por que passaram os cinquenta e dois argonautas que compunham a armada do navio vingador, Castor e Pólux distinguiram-se por sua coragem e valor, pois, além de robustos atletas, eles eram consumados guerreiros de invencível coragem. Logo após a vitoriosa aventura do Tosão de Ouro, os gêmeos empenharam-se em salvar sua irmã, Helena, que havia sido raptada por Teseu.
Como a beleza de Helena causasse muitas desgraças, Teseu a havia aprisionado e encerrado, a fim de que sua formosura ficasse oculta e não trouxesse maiores males. Castor e Pólux libertaram Helena e foi então que Páris, o herói lendário que havia ido à Grécia fazer um sacrifício a Apolo, viu-a, apaixonou-se e por causa dessa amor teve início a sangrenta guerra que depois foi relatada na Ilíada. Pólux era imortal, mas Castor estava sujeito à morte e o amor foi a causa de seu fim. Leucipo, irmão de Tíndaro, portanto tio de Castor, tinha duas filhas de excepcional beleza: Febe e Ilaira. Os gêmeos se apaixonaram por elas, mas como ambas estavam comprometidas, resolveram raptá-las. Foram perseguidos pelos noivos das jovens, e terrível combate se travou, onde Castor foi morto. Pólux, desesperado, rogou a Júpiter que trouxesse novamente à vida o seu irmão. Júpiter, que sempre amou ternamente todos os filhos que teve, não pôde satisfazer integralmente esse pedido, mas arranjou outra solução: colocou Castor e Pólux, juntos, na constelação dde Gêmeos, para que ambos pudessem viver eternamente juntos. Gregos e romanos sentiam extrema veneração pelos Diócuros.
Os viajantes marítimos, nas noites de tempestade, ficavam satisfeitos e se sentiam seguros quando viam brilhar, na ponta dos mastros, os fogos comumente chamados de Santelmo; estes eram sinais que prenunciavam uma viagem votoriosa, pois, segundo a lenda, durante a travessia do navio Argos, os argonautas sempre viam luzes semelhantes chamejando sobre as belas cabeças dos dois irmãos. Em Roma, era poderoso o culto dos Dióscuros. Os romanos faziam julgamentos em seu nome, que não quebravam sob pretexto algum; as mulheres juravam pelo nome de Edcastor, Castor e os homens por Edpol, Púlux.
Na célebre batalha de Maratona, os atenienses viram os dois irmãos combatendo ao seu lado. Dizia a lenda que Pólux era invencível na luta corpo a corpo e Castor era insuperável na arte de domar e montar cavalos. Na maioria das imagens, eles eram representados como dois jovens adolescentes, de extrema beleza, às vezes montados em cavalos brancos. Na cabeça, frequentemente traziam um capacete na forma da metade de um ovo, como lembrança de sua origem. Em sua homenagem, como símbolo de sua juventude e de seu amor fraternal, eram sacrificados apenas cordeiros imaculadamente alvos.
A constelação de Gêmeos representa a cultura, a fraternidade e a versatilidade.
Aprender e melhorar cada vez mais é sua maior motivação, o que explica seu capricho nas atitudes e nas palavras, tornando-o cada vez mais astuto. A rapidez e a habilidade trabalham em função da curiosidade, uma dádiva dos sábios e das crianças. Gêmeos é a representação do irmão que todos nós gostaríamos de ter.
Nos traços negativos estão a mentira, a falta de direção, a avareza, a visão curta das coisas, a irritação, o mau humor, a superficialidade, a fofoca, a infantilidade, a arrogância, a volatilidade e a tendência a ser um “duas caras”.
Entre os traços positivos estão a inteligência, a adaptabilidade, a versatilidade, a cultura, a lógica, a espontaneidade, a jovialidade, a boa comunicação, a escrita, a leveza, a sensibilidade, a presença de espírito, a habilidade manual e a educação.
Sua natureza é o pensamento. |
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Câncer
Há dois signos do zodíaco que são regidos por animais que participaram dos famosos trabalhos de Hércules. Eles são Câncer e Leão; o primeiro é o caranguejo que mordeu Hércules quando este tentava matar a hidra de Lerna; o segundo é o leão dos bosques de Neméia que foi morto pelo herói.
Hércules, ou Héracles, como o chamavam os gregos, é uma das mais importantes figuras das lendas. Foi adorado por inúmeros povos antigos e tinha templos no Egito, na Grécia, na Índia, na Fenícia e dizem que até na Gália. Era conhecido sob vários nomes e cultuado de diversas formas. O apelido pelo qual é mais apontado e com o qual foi reverenciado por gregos e romanos é o de Hércules Tebano.
Seu nascimento se deve a uma das muitas infidelidades de Júpiter, o deus dos deuses. Segundo a lenda, existia em Tebas uma bela princesa, Alcmena, por quem Júpiter se apaixonou. Tendo Anfitrião, marido de Alcmena, partido para uma expedição às ilhas do mar Jônio, o deus dos deuses assumiu seus traços, foi recebido ternamente por Alcmena, que o julgou seu marido, e tornou-a mãe de Hércules e de seu irmão gêmeo, Íficlo. Este se eclipsou timidamente no céu da lenda, deixando todos os méritos para seu atlético irmão.
Juno, esposa de Júpiter, ficou enfurecida ao saber disso e enviou dois dragões para matarem o recém-nascido; mas o pequeno Hércules os fez em pedaços, demonstando com sua prodigiosa força que realmente era filho de um deus. Pouco depois, como Alcmena, apavorada, tivesse corrido e abandonado o infante, Juno, compadecida, consentiu em amamentá-lo para torná-lo imortal. O menino sugou com tanto ímpeto o seio sagrado que o leite de Juno voou para os céus, criando a branca faixa estelar que chamamos Via-Láctea, que os gregos diziam ser a estrada que conduzia ao palácio de Júpiter.
Com o passar dos anos, Hércules foi se tornando cada vez mais belo e forte, e quando se tornou um adolescente resolveu retirar-se para meditar sobre a carreira que iria seguir. Apareceram-lhem, então, duas mulheres: uma muito bela, vestida de branco, e a outra muito provocante, usando ricas roupas coloridas. Elas eram a Virtude e a Volúpia, ali estavam para que ele escolhesse com a qual das duas desejaria seguir. Depois de leve hesitação, Hércules se decidiu pela Virtude e desprezou a ofendida Volúpia.
Logo apareceu ao jovem atleta a oportunide de demonstrar sua coragem e sua força; uma jovem chamada Mícipe esperava um filho, e a infeliz Alcmena, que já voltara para junto de seu marido, também estava para ter uma criança. Tendo Júpiter jurado que a primeira das crianças que nascesse teria poder sobre a outra, Juno – sempre vingativa – adiantou o parto de Mícipe que deu à luz Eristeu. O menino ocupou o lugar de príncipe e futuro herdeiro, prejudicando assim o filhode Alcmena, nascido logo depois. Apenas se tornou maior, Eristeu, roído de inveja ante as façanhas de Hércules, desafiou-o então a realizar doze trabalhos considerados impossíveis; dentre eles o de matar a terrível Hidra de Lerna (dragão com corpo de réptil).
No território de Argos havia um charco denominado Lago de Lerna. Nesse poço de lama mefítica vivia uma monstruosa hidra, que dali saía para devastar campos e animais e depois voltava a se ocultar na lama. Segundo alguns autores a hidra tinha cinquenta cabeças, segundo outros, tinha apenas nove; de acordo com todos, porém, assim que uma cabeça era cortada, outras duas nasciam em seu lugar, e ninguém conseguia exterminar o horrendo animal. Hércules lutou com ela e quando já estava prestes a matá-la, Juno, que ainda o odiava, ordenou a um caranguejo que desse uma violenta mordida no pé do herói. A despeito da dor, Hércules esmagou o animalzinho e em seguida conseguiu vencer a hidra, cortando e queimando todas as suas cabeças. A pedido de Juno, o caranguejo foi imortalizado no céu, na constelação de Câncer (ou caranguejo).
Esta constelação representa a união entre as pessoas, como um grupo, um time, uma nação ou uma família. A combinação de sensibilidade com a protetividade que gera a vida e a emoção, quando não se quer diluir nem perder mas sim agregar.
Cancer, signo regido pela Lua, tem seus princípios parecidos com o mito de Diana, deusa respeitada pela autosuficiência e bondade, típicos de mãe, que era justamente o que ela não queria ser. Talvez aí esteja um dos motivos pelos quais tenda a “andar de lado” ou queira ver apenas a parte humana de tudo.
Como fosse um espelho, Cancer reflete a tudo e a todos, por isso é fortemente influenciado pelo ambiente que está ou vive, sabendo sempre de imediato o que há por vir.
Na parte negativa encontramos a indecisão, 
o impressionalismo, a chantagem emocional, a
manipulação, o rancor, o desmazelo, a alucinação, a dependência, o exagero, a autocomiseração e a inconsistência.
Positivamente encontramos a gentileza, a bondade, a simpatia,
a criatividade, o instinto materno ou paterno, a solicitude, a cautela, o patriotismo, a tenacidade a perspicácia, a boa estrutura emocional, o
desembaraço e a inteligência.
Sua natureza é o sentimento. |
Leão
Hércules, ou Héracles, como o chamavam os gregos, foi adorado por inúmeros povos antigos e tinha templos no Egito, na Grécia, na Índia, na Fenícia e dizem que até na Gália. Era conhecido sob vários nomes e cultuado de diversas formas. O apelido pelo qual é mais apontado e com o qual foi reverenciado por gregos e romanos é o de Hércules Tebano.
Seu nascimento se deve a uma das muitas infidelidades de Júpiter, e deus dos deuses. Segundo a lenda, existia em Tebas uma bela princesa. Depois que se tornou adulto, Euristeu sentiu-se roído de inveja ao saber da bravura de Hércules e desafiou-o então a realizar doze façanhas aparentemente impossíveis, dentre elas a de matar o famoso leão de Neméia.
Em Neméia, cidade da Argólida, havia um leão enorme, que vivia numa floresta vizinha. Essa fera de colossal força e tamanho devastava o país sem que ninguém pudesse deter sua fúria. Hércules, que tinha apenas dezesseis anos de idade, aceitou o desafio de Euristei e foi para o bosque de Neméia, onde foi imediatamente atacado pelo leão. Sem conseguir feri-lo, o herói inutilizou todas as suas flechas e quebrou sua clava de ferro. Já não tendo nenhuma arma, Hércules agarrou-o com as mãos nuas e conseguiu estrangulá-lo, esfolando-o depois. Com sua pele fez um escudo, que lhe serviu em todos os combates. Júpiter, orgulhoso da coragem de seu filho, a fim de imortalizar sua façanha, colocou o leão na constelação de Leão.
Leão é uma constelação que vibra pela realização de tudo o que possa haver de melhor. Combinação de vontade, competência e alegria que gera o poder e a qualidade.
Com analogia ao Sol, Leão é o signo da luz representando a lucidez e consciência que se tem quando tudo é esclarecido.
O presente momento, a vida para ser vivida como uma enorme festa e a gana por ser alguém importante são os principais focos do Leão.
Entre os traços negativos estão a inconsequência, o dogmatismo fanático, o esnobismo, a intolerância, a dissimulação, a arrogância, a teimosia, a condescendência, a pomposidade e o escândalo.
Nos traços positivos encontramos a magnânimidade, a generosidade, a alegria, a jovialidade, a criatividade, o entusiasmo, a boa organização, o bom gosto, a lucidez, a presença de espírito, o senso de oportunidade, a competência e o poder de síntese.
Sua natureza é a ação. |
Virgem
A figura mitológica associada ao signo de Virgem é a de Astréia, filha de Júpiter e de Têmis, a Justiça. A história de Júpiter está cheia de fascinantes lendas amorosas. Ele se apaixonou por Taígeta, filha de Atlas e Pleione, que está imortalizada, com suas irmãs, na constelação chamada Plêiades; amou a linda Alcmena e dessa união nasceu Hércules; foi também, o pai das Náiades, ninfas dos rios, regatos e fontes. De sua paixão por Mnemósine ou Memória, nasceram as Musas, deusas encarregadas de alegrar os banquetes de Olimpo. Elas eram Clio, a glória, Euterpe, a música, Talia, a comédia, Melpómene, a tragédia, Terpsícore, a dança, Érato, a poesia, Polímnia, a retórica, Urânia, a astronomia e Calíope, a poesia heróica e a eloquência.
Certa vez ele se apaixonou por Latona, formosa filha do Titã Coeus. Ao saber que Latona estava grávida, Juno, que sofreu mil infidelidades de seu divino esposo, ficou enfurecida. Fez a Terra prometer que não daria abrigo a Latona e mandou a serpente Píton persegui-la e matá-la. Netuno, porém, compadecido, bateu no mar com seu tridente e fez surgir dos verdes abismos a ilha de Delos; ali Latona se refugiou e, sob uma oliveira, presenteou Júpiter com um casal de belos filhos, Apolo e Diana, o Sol e a Lua.
O deus dos deuses cometeu nova infidelidade quando se apaixonou por Leda, formosa princesa que era esposa de Tíndaro, rei de Esparta. O casamento com sua esposa legítima, Juno, não foi muito harmônico e parece ter obedecido a razões de família. Urano, o céu, e Vesta ou Titéia, a terra, tiveram vários filhos, entre eles Saturno e Réia; estes se casaram e Réia teve um casal de filhos, Júpiter e Juno. Ao alcançar a idade adulta, Júpiter seguiu o costume da família e casou com a irmã. Teve com ela alguns filhos, entre eles Marte, o deus da guerra, e Vulcano, o deus ferreiro, que forjava seus raios no interior do vulcão no monte Etna.
Júpiter, todavia, sempre pareceu estimar mais seus filhos ilegítimos do que os legítimos. Seu predileto era mercúrio, fruto de seu romance com Maia, uma das Plêiades, e Astréia, que nasceu de seu amor por Têmis. Nele dedicou grande afeto. Têmis era irmã de seu pai, Saturno; era uma deusa de extrema beleza, que jurara conservar virgindade eterna, mas Júpiter obrigou-a a quebrar a jura. Têmis teve três filhas, as Horas, que receberam o nome de Eunomia, Irene e Dicéia, ou Astréia e que eram a Lei, a Paz e a Equidade, ou Justiça. Deu-lhe, também, mais três filhas, não belas como as Horas, mas tristes e feias: eram elas as Parcas, chamadas Cloto, Láquesis e Átropos, e dirigiam a harmonia do mundo, o movimento dos corpos celestes e o destino dos homens, que era sempre escrito em placas de ferro ou de bronze de onde nada podia ser apagado ou modificado.
Astréia tinha tal beleza e tal pureza que impressionava os mortais e imortais; habitou a terra durante muito tempo, na chamada Idade de Ouro, onde não se cometiam crimes nem maldades. Depois, o pecado foi tomando conta do coração dos homens. Astréia, desolada, sentiu-se morrer de dor e Júpiter imortalizou-a, colocando-a no céu, na constelação de Virgem.
Segundo outras lendas, Icário de Atenas, por ordem do deus Baco, deu de beber a alguns pastores que se embriagaram e a mataram. Sua filha Erígone, procurou-a desesperada e, ao encontrar o lugar onde seu corpo estava enterrado, debruçou-se sobre a tumba, em companhia de sua cadelinha Moera, e jurou não mais se levantar dali. Júpiter, emocionado com tanto amor filial, imortalizou Erígone na constelação de Virgem e a cadelinha Moera na pequena constelação chamada Canícula.
Virgem é uma constelação também regida por Mercúrio, portanto voltada para a inteligência e à comunicação, desta vez de forma introspectiva, ou seja, o ato de ouvir e observar.
O ato de repetir, praticar, treinar, leva à perfeição e este é o lema do Virgem. Talvez por isso se põe pronto a ajudar e ser útil.
De muita percepção, a facilidade de enxergar detalhes que outras pessoas ignoram pode levar à ansiedade ou angústia.
A pureza é a sua principal referência, por isso se identifica com coisas novas e adora o pioneirismo. Vivendo entre a contemplação do que é bom e a crítica do que é ruim, Virgem representa o limite entre o bom e o mau, momento em que temos que deixar de ser adaptáveis para exigir o certo.
No lado negativo virgem tem o cinismo, a mentira, a hipercrítica, a avareza, a inconsistência, a humilhação, a tendência a somatizar, o hipocondrismo, o tietismo, a futilidade, a falta de julgamentos, a fofoca e a inadaptabilidade.
No positivo encontramos o perfeccionismo, a humildade, a dedicação, a disciplina, a meticulosidade, a prática, a organização, a pureza, o dinamismo, o poder de análise e a discriminação.
Sua natureza é a percepção. |
Libra
A figura mitológica do signo de Libra é da balança, símbolo usado por Têmis, deusa da justiça, filha do Céu e da Terra, que foi amada por Júpiter. O deus dos deuses, tão humano em suas aventuras amorosas, teve inúmeras afeições e inúmeros filhos e filhas a quem amou ternamente. Têmis foi sua paixão predileta que resistiu muito ao seu amor, pois, além de ser sua tia, ainda havia feito voto de castidade. Júpiter, todavia, impressionado com sua beleza e com sua serena majestade, obrigou-a a quebrar esse voto.
Têmis deu ao marido sete filhas. Primeiro a Concórdia, que foi muito venerada na antiguidade e que era simbolizada por uma bela jovem tendo nas mãos uma romã, símbolo da união. Depois, três belíssimas filhas, as Horas, que receberam os nomes de Eunômia, Irene e Dicéia ou Astréia e que eram a Lei, a Paz e a Equidade ou Justiça. O quanto eram belas as Horas, eram feias e tristes as outras três filhas, as Pacas. Cloto, Láquesis e Átropos eram velhas e sombrias desde o nascimento; moravam nas regiões olímpicas, passavam a vida fiando os destinos das criaturas, que eram gravados em placas de ferro ou bronze, de onde nada podia ser apagado ou modificado. As Parcas dirigiam também, o movimento dos corpos celestes e a harmonia do mundo.
Têmis tinha um lugar especial no Olimpo e sentava-se ao lado do trono de Júpiter. Era a conselheira do deus dos deuses que sempre sempre a encarregava das missões mais delicadas e suas decisões jamais eram discutidas porque se baseavam na mais alta sabedoria.
A balança e a espada lhe eram atribuídas como símbolo de julgamento. Frequentemente era aprensentada com os olhos vendados, simbolizando assim a imparcialidade da Justiça, que não vê a criatura que está sendo julgada, mas apenas ouve o relato dos seus crimes.
A constelação de Libra representa o equilíbrio, a ponderação e o consenso. Regida por Vênus, também é a expressão do amor entre as pessoas, a transferência dos sentimentos internos, a parceria e as relações simbióticas.
Diplomata por natureza, sabe contentar a todos se quiser. Dona de um equilíbrio invejável, porém de uma dependência repugnante.
A parte negativa está na inércia gerada pelo excesso de equilíbrio, a preguiça, tendência a ser do contra ou estar sempre “em cima do muro”, a intriga, a indecisão ou o pré julgamento.
Positivamente mostra o encanto, a harmonia, a ciência, o romantismo, a diplomacia, a cumplicidade, o refinamento, a beleza e o equilíbrio.
Sua natureza é o pensamento. |
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Escorpião
A constelação de Escorpião tem seu nome ligado ao animalzinho que matou Orion, o belo caçador. O escorpião foi imortalizado no céu, o mesmo acontecendo com Orion, que ocupa a mais bela de todas as constelações, aliás, facilmente identificável pelas três estrelas existentes em seu centro, vulgarmente chamadas “as três Marias”.
Existem várias lendas sobre Orion. Segundo alguns poetas ele nasceu do amor que Netuno dedicou à formosa Euríale, filha de Mimos. Orion se tornou famoso por sua habilidade na caça e por sua extraordinária beleza. Era um gigante; quando caminhava junto do mar, sua cabeça ficava acima das ondas e quando andava sobre a terra ele atingia as nuvens. Certa vez, competindo alegremente com seu irmão, Apolo, Diana, que também era caçadora emérita, atirou suas flechas e, sem querer, matou Orion, que foi imortalizado por Júpiter, a pedido da bela deusa, que gostava do caçador.
Segundo outras lendas, Júpiter e Netuno certa vez pediram abrigo a um pobre camponês, chamado Hinieu, que sem saber quem eles eram acolheu-os em sua cabana e tratou-os com as maiores honras. Em agradecimento por tão amável hospitalidade, os deuses tomaram uma pele de ovelha e dela fizeram nascer um belíssimo menino, profetizando que ele se tornaria um semideus; essa criança, que se tornou um astrônomo notável e caçador sem rival, recebeu de Júpiter o nome de Orion e, ao morrer, foi colocado no céu com os deuses.
Existem outras versões a respeito da morte de Orion. A mais divulgada é a que conta da paixão que por ele sentiu Diana, que foi a causadora de sua morte. Diana, a Lua, e seu irmão Apolo, o Sol, eram gêmeos, nascidos da união de Júpiter e de Latona, filha do Titã Coeus. Diana nasceu uns momentos antes de seu irmão e assim teve a oportunidade de testemunhar as dores sofridas por sua mãe. Isso a fez conceber tal aversão ao casamento que não deu sossego ao seu pai, Júpiter, enquanto este não lhe permitiu a graça de guardar virgindade perpétua. O deus dos deuses amava muito a seus filhos, legítimos e ilegítimos, e concedeu a Diana a permissão que, aliás, já concedera a outra de suas filhas, Minerva, sua predileta, que jurara guardar castidade eterna.
Júpiter presenteou Diana com um arco e uma flecha e tornou-a rainha dos bosques. Diana formou-se caçadora emérita e foi viver nas florestas, acompanhada por um cortejo de formosas ninfas, as Oceanias e as Ásias, das quais exigia absoluta castidade e obediência. Ela e o irmão Apolo amavam-se ternamente. Como um não queria ofuscar a glória do outro, ele reinava durante o dia e ela era a senhora da noite. Quando Apolo, cansado, mergulhava seu carro de fogo nas profundezas do oceano, Diana, então, iniciava sua caminhada pelo céu, refrescando a terra que o irmão deixara aquecida com seu calor ardente.
Apesar de seu voto de virgindade, Diana se apaixonou violentamente pelo belo caçador Orion. Foi, porém, um amor inútil, pois Aurora, a formosa criatura que abria as portas do céu para dar passagem ao carro do Sol, já conquistara o coração de Orion. Dizem alguns poetas que Diana matou por vingança, protestando que o caçador tivera a audácia de desafiá-la para uma competição e que ousara tocar seu véu com sua mão impura.
Por ordem da bela e despeitada Diana, o escorpião mordeu Orion, matando-o a meio de dores artrozes. Mortificada com o que fizera, Diana implorou a seu pai que imortalizasse o jovem e o venenoso lacrau, que apenas obedecera suas ordens. Júpiter atendeu-a, colocando o animal em Escorpião e o caçador na bela constelação que leva seu nome. Junto a ele está a constelação do Cão Maior, que simboliza o fiel cão que acompanhava Orion em suas caçadas e que agora o segue em seu passeio celeste.
Escorpião é o signo da paixão, do planejamento e da conquista.
Movido pelo sentimento, amor e ódio se fundem gerando o respeito por si e pelo outro, que uma vez violado, pode voltar a estabelecer um desses extremos.
Constelação que representa a garra, a conquista, a intensidade e a sexualidade no seu auge, ou seja, o orgasmo.
Como um atleta que passa a vida preparando-se para uma competição que, em fração de minutos, termina com glória e no dia seguinte, aquela medalha que era o grande motivo de viver passa a ser um suvinir esquecido dentro de uma gaveta. 
A sensação do Escorpião pode ser comparada a de alguém que está com sede.
Nos traços negativos temos o rancor, o ódio exacerbado, a inveja, o passionalismo, a desconfiança, a volatilidade, a falta de sinceridade, clareza e lucidez, a luxuria, a manipulação, o despotismo, a crueldade, a hipersensibilidade, os ciúmes e a insatisfação.
Sua natureza é o sentimento. |
Sagitário
O
Centauro Quíron, a mais sábia de todas as estranhas criaturas que tinham a sua forma, é a imagem mitológica associada ao signo de Sagitário. Quíron teve uma origem diferente dos seus semelhantes, que eram filhos das mulheres que frequentavam as festas de Baco, os famosos bacanais. Ele nasceu do amor de Saturno pela ninfa Filira que, por ser mortal, não podia acasalar diretamente com um deus. Por isso Saturno transformou-se num cavalo. Mais tarde, ao dar à luz ao estranho ser metade homem metade cavalo, Filira ficou tão horrorizada que pediu aos deuses que lhe tirassem a razão para que não pudesse recordar tão terrível acontecimento; os deuses, compadecidos, transformaram-na em tília.
Quando cresceu, Quíron passou a viver nas montanhas e nas florestas, recebendo as visitas de Apolo, Mercúrio e outros deuses, não só se tornou mestre na arte da caça como aprendeu todos os os segredos da Medicina, Botânica, da Astronomia e da Astrologia. Por seus méritos como caçador tornou-se um dos companheiros favoritos de Diana, com quem ousava competir livremente.
Por sua sabedoria, era considerado e respeitado por todos, deuses e semideuses, que vinham pedir seu conselho e ouvir suas lições.
Sua escola, ou melhor, a gruta onde vivia, junto ao Monte Pelion, na Tessália, tornou-se o ponto de reunião de todos os heróis da Grécia. Lá compareciam, para receber seus ensinamentos, Esculápio, Teseu, Hercúles, Ulisses, Castor e Polux, Nestor, Aquiles e mais uma infinidade de figuras épicas da antiga Grécia. Por meio de seus grandes conhecimentos, auxiliou em várias situações heróicas, inclusive preparando o calendário que regulou a viagem dos Argonautas.
A morte de Quíron foi devida a um lamentável engano. Os centauros bondosos como ele e Folos, fiel amigo de Hércules, eram raros, sendo os outros estúpidos, violentos e selvagens. Certa vez, houve a festa de casamento de Pirito, rei dos lapitos, e os maus centauros quiseram violentar a noiva e todas as mulheres presentes; diante de tão grande infâmia, declarou-se uma tremenda guerra contra eles, sendo o chefe de ataque o incrível Hércules. Temendo a força do herói, os centauros foram apelar a Quíron para que servisse de intermediário, a fim de que a paz fosse negociada. Enquanto isso Hércules atirou contra eles suas flechas e uma delas, embebida no sangue venenoso de hidra de Lerna, foi ferir seu mestre.
Hércules, desesperado, tentou tratar Quíron, utilizando toda a ciência médica que o centauro lhe ensinara, mas tudo foi em vão. Quíron, sendo filho de Saturno e tendo sangue divino, não podia morrer, mas as dores que o torturavam eram tão atrozes que os deuses resolveram libertá-lo daquela tortura; Júpiter transferiu sua imortalidade para Prometeu e assim que Quíron pode morrer colocou-o na constelação de Sagitário.
Signo da sabedoria e da aventura, combinação de grandiosidade e ação que leva ao crescimento.
Com o dom da direção e da sinceridade, o Sagitário cultiva o conhecimento através da experiência. Ele sabe porque esteve lá. Fala, porque se lembra.
A força desta constelação está na sublimação, fenômeno que leva à reversão do sofrimento em motivo para lutar e vencer.
Regente da sorte, da felicidade e do exagero. Sagitário é o símbolo dos que sabem o que querem, vêem longe e gostam de crescer.
Entre os aspectos negativos existe a falta de tato, o próprio exagero, o otimismo cego, a negligência, a irresponsabilidade, o falso moralismo, o fanatismo, a arrogância, a brutalidade e a falta de seriedade.
Nos positivos encontramos a versatilidade, a estrutura moral, senso de direção, a objetividade, a jovialidade, o otimismo, o bom humor, a adaptabilidade, a mente aberta, tendo bom julgamento e perspectiva filosófica.
Sua natureza é a ação. |
Capricórnio
O signo de Capricórnio está ligado à lenda do nascimento e da criação de Júpiter, o maior de todos os deuses. Seu pai, Saturno, que se propusera devorar todos os seus filhos homens, em virtude de um pacto que fizera com seu irmão, Titã, foi enganado por sua esposa, Réia; quando Júpiter nasceu, Réia deu a Saturno uma pedra enfaixada, que o cruel deus engoliu, pensando ser seu filho recém-nascido.
Para que seu filho nascesse longe dos olhos de Saturno, Réia se escondeu em Creta, no antro de Dites, ou numa das cavernas do inferno. Ali teve um casal de gêmeos, Juno e Júpiter. Levou a menina e mais uma pedra enfaixada a Saturno, que engoliu a ambos, sem saber que aquele que ele pensara ter engolido, estava são e salvo, e um dia viria a arrancá-lo o trono.
Duas formosas ninfas cretenses tomaram conta de Júpiter; elas eram Adrastéia e Ida, também chamadas as Melissas, e por haverem cuidado do menino-deus, mais tarde receberam honrarias especiais. Amaltéia, a bela cabra branca, acabara de dar à luz dois cabritinhos e possuía leite em abundância, que não só deu para amamentar seus filhotes como, também, para alimentar Júpiter, que cresceu forte e belo, graças a ela e ao mel que lhe davam as abelhas do Monte Ida.
Além de Capricórnio, que está ligado ao seu nascimento, os signos do zodíaco mais diretamente associados a Júpiter são Touro, Gêmeos e Aquário, que se referem a amores seus.
Aquário é representado por seu amante, o formoso Ganimedes. Touro está identificado com a lenda do rapto da Europa, a belíssima neta de Netuno e da oceânide Líbia. Europa era dotada de encantos quase divinos e a alvura de sua pele rivalizava com a da esposa de Júpiter, a ciumenta Juno. Certa tarde, estando Europa a brincar com suas companheiras, junto ao mar, foi vista por Júpiter, que se apaixonou loucamente. Para se aproximar da jovem, transformou-se num belo e manso touro branco. Europa encantou-se com o animal e não tardou a montar em seu dorso; o touro, então, atirou-se ao mar e nadou com ela até a ilha Creta. Nessa ilha, voltando a ser Júpiter, ele a amou e a tornou mãe de três filhos, Sarpedão, Mimos e Radamento, sendo que os dois últimos são juízes dos Infernos, dando assistência direta ao temível Plutão. Mais tarde, Júpiter imortalizou a imagem do touro no céu, em memória do seu amor por Europa.
O signo de Gêmeos está ligado à lenda de outro amor do deus dos deuses: a paixão que sentiu por Leda, filha de Téstio, rei da Etólia e mulher de Tíndaro, rei de Esparta. Para seduzi-la, Júpiter se transformou num formoso cisne branco e desse amor resultaram dois ovos: do primeiro nasceram Pólux e Helena, considerados como imortais, por serem filhos de Júpiter; do segundo nasceram Castor e Clitemnestra, ambos mortais, pois foram tidos como filhos de Tíndaro.
Castor e Pólux sempre viveram unidos pela maior amizade, jamais vista entre deuses e homens. Castor, que era mortal, tendo sido ferido num combate, morreu depois de grandes ferimentos.
Louco de mágoa, Pólux, que não podia morrer por ser filho de júpiter, pediu ao pai que o juntasse a Castor e, para satisfazê-lo, Júpiter colocou a ambos na constelação de Gêmeos, que se destaca por suas estrelas principais, de magnitude quase igual, que astronomicamente se chamam Rigel e Betelgeuse e, mitologicamente, levam o nome dos dois irmãos, Castor e Pólux.
Também para demonstrar sua gratidão por tê-lo alimentado, por ter dividido com ele o leite destinado aos seus cabritos, foi que Júpiter imortalizou a cabra Amaltéia, colocando-a no céu, na constelação de Capricórnio.
Signo voltado para a paternidade e o trabalho.
De natureza simples, às vezes simplória, consegue ser empreendedor, responsável, persistente e objetivo, sem que tudo se transforme em obrigação ou escravidão. Devido a sua tenacidade e facilidade para simplificar as coisas, resolve qualquer problema e realiza qualquer sonho com sua estrutura de pedra.
Amante da persistência mas beira à teimosia; tímido, mas muitas vezes grosseiro, comemora suas realizações com o prazer do dever cumprido .
Entre os traços negativos, a rigidez exagerada, o pessimismo, a avareza, a estupidez, tendência a simplificar demais e perder os detalhes das coisas, a lentidão, a frieza e a ambição exacerbada.
Entre os positivos, a confiabilidade, a determinação, a ambição, a prudência, a disciplina, o bom humor fácil, a simplicidade, a responsabilidade, a paciência, a perseverança e a fé.
Sua natureza é a percepção. |
Aquário
Segundo alguns autores, a figura mitológica associada à constelação de Aquário é a do belo Ganimédes, filho de Tros, rei da Dardânia, mais tarde chamada Tróia; segundo outros poetas, a figura do Aguadeiro é a Aristeu, o filho de Apolo, o Sol.
Entre seus muitos amores, Apolo sentiu especial paixão pela ninfa Cirene, que lhe deu um filho, Aristeu. O menino cresceu muito belo, percorrendo os campos e as florestas e logo se tornou um caçador emérito. As Musas, as belas ninfas de Júpiter, reconhecendo a alta inteligência do menino, procuparam educá-lo e o instruíram nas artes da Medicina e da advinhação. Apesar de sua origem divina, Aristeu apreciava o convívio dos homens e ensinou-lhes muitas coisas, inclusive a cura das doenças dos rebanhos, a arte de domesticar e criar as abelhas e o segredo de fazer coalhar o leite, dele tirando o queijo e a manteiga.
Tornando-se adulto, belo e forte, Aristeu casou-se com uma princesa tebana que lhe deu um filho, que foi chamado Acteão. Denunciando o sangue divino que recebera por intermédio do pai, Acteão também se tornou um audaz caçador e belo jovem. Certa vez, porém, para grande infelicidade sua, quando vagava pelos bosques, perseguindo uma corça, deparou com Diana, que se banhava numa lagoa. Ver uma deusa assim, nua, era um sacrilégio e Acteão foi castigado; a rigorosa Diana, a Lua, fez com que seus próprios cães o atacassem e o devorassem. Aristeu ficou inconsolável ao saber da morte do filho. Saiu da Grécia e foi para a Sardenha, onde viveu algum tempo. De lá se dirigiu para Trácia, onde Baco, procurando consolá-lo, iniciou-o nos mistérios sagrados das orgias, que eram celebradas nos bosques e nas montanhas. Aristeu passou então a viver por ali, junto ao monte Hemo, até que um dia desapareceu misteriosamente, correndo então a notícia de que fora levado aos céus e colocado na constelação de Aquário.
A lenda de Ganimedes parece ter sido originada por um fato verídico: o rei Tros, realmente, enviou à Lídia seu filho Ganimedes, a fim de oferecer um sacrifício a Júpiter. O jovem, que era de extraordinária beleza, foi raptado e retido por Tântalo, então rei da Lídia. O rapto causou uma sangrenta guerra, que terminou com a derrota de Tróia. Daí parece ter se originado a crença segundo a qual Ganimedes foi raptado pelo próprio Júpiter que transtornado de paixão, levou-o para o Olimpo e lhe deu o privilégio de servir o néctar aos deuses.
Quem primeiramente servia a ambrosia nos banquetes divinos era Hebe, filha de Juno. Júpiter, depois de devorar Métis, a deusa da prudência, concebera Minerva, gerando-a em sua própria cabeça. Juno, enciumada com a façanha do marido, também desejara ardentemente ter uma criança, assim, sozinha, sem o concurso de qualquer elemento do sexo masculino.
Certa vez, tendo comparecido a um banquete dado por Apolo e tendo comido grande quantidade de alface selvagem, sentira-se grávida e pouco depois dera à luz a Hebe. Júpiter, não encarando a alface como rical, ficou cativado pela graça e pela beleza da menina. Quando ela cresceu, tomou-a sob sua proteção, dando-lhe a honrada função de servir o néctar aos deuses. Durante um festim, para infelicidade sua, Hebe escorregou, e caiu no chão, de modo pouco decente. Júpiter, escandalizado, destitui-a de suas funções, colocando Ganimedes em seu lugar, quando este veio, aprisionado, para o Olimpo.
Cabe a Ganimedes apenas a honra de personificar a constelação de Aquário, enquanto que Hebe, apesar de não ter dado seu nome a nenhum grupo de estrelas, foi amplamente ressarcida da humilhação que sofreu ao ser destituída de suas funções. Juno tomou-a sobre sua proteção e encarregou-a de atrelar e desatrelar os cavalos do seu carro.
Mais tarde Hércules apaixonou-se por ela; casaram-se e Hebe foi mãe de duas crianças, Alexiara e Aniceto. Na antiga Grécia ela era muito reverenciada e em suas estátuas era representada como uma formosa jovem, segurando uma taça. Vários templos foram erigidos em sua honra e neles os criminosos tinham direito de asilo.
Signo da genialidade e do humanitarismo, Aquário representa o entendimento das consequências de tudo o que é feito. Combinando bondade com independência até chegar na amizade.
O avanço tecnologico, a busca pela cura e a preocupação com o ambiente são expressões típicas da constelação de Aquário. Signo que vê o futuro como a realidade, o aprendizado como descoberta e o amor como amizade.
Entre os pontos negativos a imprevisibilidade, tendendo a mudar de idéia frequentemente, a desconfiança na capacidade dos outros, a rebeldia, a excentricidade, falta de tato, a falta de limites, a intransigência, a apatia e, muitas vezes, a falta de identidade.
Nos pontos positivos encontramos a independência, o altruísmo, a cordialidade, perspectivas progressistas, a originalidade, a inventividade, o espírito reformista, a lealdade, o idealismo e a inteligência beirando a genialidade..
Sua natureza é o pensamento. |
Peixes
O signo de Peixes é representado por dois peixes que, segundo a lenda, são os delfins que levaram a formosa Anfitrite ao deus Netuno, que a amava ternamente. De acordo com alguns autores, os delfins foram imortalizados no céu por haverem salvado a vida de Vênus quando fugia, com seu filho Cupido, perseguida pelo feroz gigante Tífon.
A primeira lenda nos conta que Nereu, deus marinho muito antigo, filho de Oceano e de Tétis, casou-se com sua irmã gêmea, Dóris, que lhe deu cinquenta belíssimas filhas que foram chamadas Nereidas. Netuno, o deus das águas, apaixonou-se por uma delas, Anfitrite. Cortejou-a, mas Anfitrite, temendo a severidade dos deuses e os mistérios existentes nos profundos abismos marinhos, fugiu amedrontada. Refugiou-se nos rochedos próximos ao Monte Atlas, mas lá foi encontrada por dois delfins que a persuadiram a aceitar o amor de Netuno. Anfitrite deixou-se convencer e os dois peixes a levaram para junto do deus marinho que, agradecido, pediu a Júpiter, seu irmão, que os imortalizasse. Júpiter concedeu a graça pedida e colocou os delfins no céu, no signo de Peixes. Netuno e Anfitrite formaram um casal muito feliz e de sua união nasceram não só inúmeras ninfas marinhas como, também, o mais famoso dos divinos seres da água, Tritão.
A outra lenda, que é também a mais difundida, conta que dois delfins salvaram a vida de Vênus e de seu filho, Cupido, quando ambos eram perseguidos pelo gigante Tífon, durante a guerra que Júpiter desencadeou contra os monstruosos gigantes. Vênus está muito associada ao mar, pois nasceu das alvas espumas das ondas, quando estas foram fertilizadas pelo sangue de Urano. Uma concha de madrepérola agasalhou essa espuma, servindo-lhe de abrigo. Foi conduzida pelas águas até a Ilha de Chipre, onde se abriu. Zéfiro, um dos oito ventos, recebeu Vênus ternamente e entregou-a às Horas, filha de Júpiter, para que a criassem e educassem.
Vênus teve uma vida movimentada e cheia de aventuras. Foi esposa de Vulcano, o feio de desajeitado deus-ferreiro, que vivia trabalhando na forja com seus medonhos auxiliares, os Ciclepes, e o fogo que acendia para forjar seus trabalhos fazia roncar o interior do Monte Etna, onde estava a sua oficina. A aventura amorosa que Vênus teve com Marte, da qual resultou o nascimento de Cupido, foi a mais ruidosa de Olimpo. Nos encontros furtivos entre ambos, Marte deixava de guarda Aléctrion, seu favorito, que era, aliás, bastante preguiçoso. Certa vez Febo, também considerado como Apolo, o Sol, e também apaixonado por Vênus, seguiu os dois amantes até seu esconderijo secreto. Tendo Aléctrion adormecido, Febo pôde expiá-la de perto, e, vendo o que acontecia, foi chamar Vulcano. O marido ultrajado, apanhando os amantes em flagrante, envolveu-os em uma rede poderosa e invisível e chamou todos os deuses para que testemunhassem o adultério. Desse amor com Marte, Vênus tornou-se mãe de Cupido, ou Eros, o amor. Percebendo os males que o menino poderia causar, Júpiter pediu a Vênus que se desfizesse dele, mas ela não lhe obedeceu. Como Cupido estivesse condenado a ser sempre criança enquanto não tivesse outro irmão, Vênus teve outro filho com Marte, que foi chamado Ânteros, ou Antiamor, aquele que transforma o amor em ódio.
Além de Cupido, Vênus foi também dos Amores, dos Jogos e dos Risos. De sua paixão por Baco nasceu a divindade chamada Hímem, ou Himeneu. Seu maior amor foi Adônis, um mortal que era mais belo do que qualquer dos deuses. Por ele Vênus fugiu do Olimpo, separou-se de seus companheiros e desdenhou a companhia dos deuses. Enciumado, Marte transformou-se num javali, atacou Adonis e matou-o. Depois de chorar longamente, Vênus tansformou o jovem em anêmona, flor de grande beleza e vida efêmera.
Vênus foi muito amada por deuses e homens, pois o prazer e o amor são sempre agrado dos mortais e imortais. Em agradecimento por tê-la salvo das garras cruéis de Tífon, Júpiter imortalizou os dois delfins na constelação de Peixes.
Signo da compreensão, da profundidade e da fé.
A combinação da adaptabilidade de quem é perceptivo demais com a loucura de quem se rende aos sonhos.
Peixes representa no céu, a sensação de quem já sabe o final de uma história, por isso compreende o presente de cada um mas lamenta, ou comtempla, o futuro que será de todos.
Entre os traços negativos estão a negligência, a dúvida, a melancolia, o valor à fragilidade, a reticência, a confusão, a falta de praticidade, a falta de garra, tendência a ser fácilmente influenciável e também se perder nas próprias fantasias.
Sua natureza é o sentimento. |
Livros consultados:
Mitologia:
Bell Adar - Editora do Pensamento - 1978
Bulfinch Thomas - Editora Itatiaia - 1962
Fisionomias:
Derek & Parker - Círculo do Livro- 1971 |
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Mauro Godoy © 2008 COMPANHIA DO SABER - todos os direitos reservados |
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